As cores do cume da montanha
e os ecos do riacho no vale,
tal como são,
não são outra coisa
senão a voz e o corpo de Shakyamuni.
Dōgen Zenji
Atualmente, existe uma enorme oferta espiritual da Nova Era, e é comum ouvirmos dizer que todas as práticas são iguais e que qualquer meditação conduz ao mesmo lugar. No entanto, isso decorre de um profundo desconhecimento de tradições ancestrais cujos objetivos e rituais específicos podem variar radicalmente. Há caminhos místicos, outros mais devocionais, alguns que enfatizam aspectos esotéricos e aqueles que se orientam mais pelo estudo de textos sagrados. Por isso, na hora de escolher uma prática, é muito importante reconhecer essas diferenças, pois delas depende que a pessoa se sinta bem e confortável no caminho que percorre e esteja disposta a segui-lo apesar das dificuldades que possa encontrar.

Na minha juventude, houve um momento em que eu me encontrava em meio a uma profunda crise existencial e busquei diferentes tradições. Pessoalmente, era muito difícil para mim entregar-me a um caminho devocional ou esotérico. Quando encontrei o Zen, fiquei maravilhado ao perceber que essa tradição não busca paraísos nem experiências sobrenaturais, mas nos traz para a realidade imediata, ensinando que nossa espiritualidade deve se manifestar na vida cotidiana, nas ações comuns e, sobretudo, no cuidado com a maneira como nos relacionamos com os demais seres e com a vida em geral.
O objetivo desta palestra, “Introdução ao Zen de Dōgen”, é precisamente mostrar que a Via do Zen que seguimos difere de muitos dos caminhos espirituais oferecidos atualmente. Inclusive de outras formas de Zen. Não pretendo dizer que nossa prática seja a melhor ou a única. Tenho um profundo respeito por todas as tradições espirituais, em particular por aquelas que vêm sendo transmitidas há séculos e continuam oferecendo poderosos caminhos de realização. No entanto, é evidente que não podemos colocar todas dentro do mesmo saco, como uma mistura sem forma, nem cair no erro de querer pegar de cada uma aquilo que nos convém ou de que gostamos, como frequentemente se faz hoje em dia.
Atualmente, muitas pessoas acreditam saber o que é o Zen. A própria expressão “Zen” tem sido manipulada de diversas maneiras. A palavra “Zen” se popularizou tanto que frequentemente é mal interpretada como sinônimo de relaxamento, minimalismo ou de uma estética decorativa. A cultura pop a transformou em uma marca de “calma”, e houve tentativas de apresentá-la como uma ferramenta exótica relacionada a uma espécie de impassibilidade emocional.
Hoje quero compartilhar alguns dos pontos essenciais do Zen do mestre Dōgen que desenvolvo de maneira mais ampla no livro, na esperança de que aqueles que encontrem neste caminho respostas para suas inquietações existenciais queiram se aprofundar nos ensinamentos desse grande mestre.
Dōgen Zenji nasceu no ano 1200 da Era Comum e é considerado o fundador da Escola Sōtō Zen do Budismo japonês. No entanto, ele próprio resistia à ideia de ser considerado fundador de uma escola chamada Sōtō e a que se falasse do Zen como algo separado dentro do Budismo.
Dōgen diz que o erro de chamar essa tradição de Zen teve origem com Bodhidharma, o mestre que levou essa prática da Índia para a China. Ele comenta que, quando Bodhidharma permaneceu nove anos sentado diante da parede, as pessoas desconheciam a essência do Budismo e o chamavam de “o brâmane que pratica zazen como sua essência”.
Zazen é composto por dois ideogramas: za, que significa “sentado”, e zen, que, em sânscrito, se pronuncia dhyāna e pode ser traduzido como “meditação” ou “absorção”. Depois de Bodhidharma, seus sucessores praticaram apenas zazen, e as pessoas começaram a chamar essa prática de “escola zazen”. Com o tempo, a partícula za foi suprimida, e a prática de Bodhidharma passou a ser chamada de Escola Zen.
No entanto, para Dōgen Zenji, aquilo que ele havia aprendido com seu mestre Rujing, na China, era essencialmente a própria manifestação do despertar do Buddha histórico, Siddhartha Gautama, e não algum tipo de escola particular.

No Ocidente, porém, surgiram interpretações que distorcem essa essência. Um dos erros frequentes na maneira como se tentou apresentar o Zen no Ocidente – talvez com a intenção de conquistar adeptos – é afirmar que o Zen é apenas zazen, a meditação Zen. Afirma-se que não é necessário estudar e que o Zen não tem nada a ver com o Budismo. Que o Budismo Zen é algo diferente do Zen.
No entanto, os ensinamentos do mestre Dōgen estão repletos de referências aos sutras budistas tradicionais. Embora ele não utilizasse os sistemas de citações e referências exigidos atualmente em documentos acadêmicos, Dōgen pressupõe que o leitor de seus escritos conheça os fundamentos do Budismo Mahayana.
Alguns dos capítulos do livro que apresento são baseados em capítulos do Shōbōgenzō, “O Olho Precioso do Verdadeiro Dharma”, a obra máxima de Dōgen Zenji. O mestre Kōdō Sawaki conta que, quando estudava com Fueoka Rōshi em Hōsenji, pediu insistentemente que ele lhe ensinasse sobre o Shōbōgenzō, e o mestre respondeu que, para compreender verdadeiramente os ensinamentos de Dōgen, primeiro deveria estudar o Budismo em geral.
Não podemos esquecer que, como escola do Budismo, o fundamento do Zen é nos ajudar a compreender que a origem do sofrimento está na maneira como vemos o mundo e nos ajudar a modificar a forma como nos relacionamos com os objetos do mundo.
Devemos estudar os textos do Buddha e dos ancestrais, mas isso não quer dizer que devamos nos tornar budistas para praticar Zen ou que possamos nos apegar aos ensinamentos de maneira dogmática. O próprio Buddha nos ensinou que suas palavras são como barcos que utilizamos para atravessar da margem do sofrimento para a margem da libertação. São apenas instruções para nossa caminhada no caminho espiritual, mas o importante é colocá-las em prática e comprovar sua eficácia. O caminho é algo que devemos percorrer com nossos próprios passos; ninguém pode fazê-lo por nós.
Existe, entretanto, um problema em chamar nossa prática de “meditação Zen”. No mercado das ofertas espirituais, a meditação é geralmente entendida como uma técnica para alcançar algum objetivo. Seja superar alguma limitação, melhorar a saúde, buscar algum modelo pré-fabricado de felicidade ou nos transformar em alguém especial.
Atualmente, a meditação é utilizada como um mecanismo para melhorar o desempenho em ambientes esportivos, artísticos e até profissionais. De fato, existem empresas que oferecem oficinas de meditação para que seus funcionários produzam mais sem se sentirem sobrecarregados pelo trabalho. O Zen não ficou de fora dessa mistura de práticas destinadas a melhorar o desempenho individual, e houve tentativas de vendê-lo como uma ferramenta para obter vantagem na competição com os outros.
Existem mais de cem livros publicados com a fórmula “Zen e a arte de…” e uma grande quantidade de oficinas oferecidas por supostos mestres Zen com o objetivo de apresentar essa prática como uma vantagem sobre os demais.
Diante dessas distorções, Dōgen nos lembra claramente que a Via nada tem a ver com essa urgência pelo sucesso da sociedade contemporânea. Ele próprio diz:
“O zazen de que falo não é uma técnica de meditação. É a porta do Dharma da paz e da felicidade, a prática-realização do perfeito despertar. Zazen é a manifestação da realidade última. Armadilhas e redes não podem capturá-lo.”
Na tradição de Dōgen Zenji, não praticamos para obter alguma coisa. No entanto, em uma sociedade na qual se pensa que tempo é dinheiro, que não podemos desperdiçá-lo e que toda ação deve produzir resultados, é difícil compreender uma prática na qual não buscamos nenhum retorno, nenhum benefício.
Não praticamos para algo diferente de simplesmente estarmos sentados em um compromisso total com a realidade presente. Não praticamos nem mesmo para chegarmos a nos tornar buddhas; praticamos Buddha sentado. Ou seja, em uma postura ereta, com uma respiração tranquila, soltamos tudo o que surge na mente, constatando o fluxo incessante de uma realidade em contínua transformação. Em nossa prática, simplesmente nos sentamos no cenário da realidade que tudo inclui.
Para compreender isso, precisamos entender que não somos nosso ego. Nossa personalidade é apenas uma fachada, uma máscara que construímos para enfatizar nossa individualidade e podermos nos relacionar com aquilo que encontramos: as pessoas, os objetos, as circunstâncias; o mundo como realidade separada.
Construímos nosso eu a partir das influências do ambiente, da cultura, da família e da sociedade em que crescemos. À medida que temos experiências desde pequenos, vamos armazenando as sementes dessas experiências de acordo com as sensações boas, ruins ou neutras que tivemos. Construímos um mapa da realidade com base nas ideias produzidas por essas vivências e, diante de circunstâncias semelhantes posteriores, tentamos reproduzir os resultados satisfatórios, eliminando aquilo que nos causa desagrado. Dessa maneira, identificamo-nos com uma série de comportamentos reativos.
Apesar de nos considerarmos um eu permanente, na realidade somos uma energia que muda continuamente de acordo com as circunstâncias. Não há nada fixo a que possamos nos agarrar como sendo “eu”. Nossa natureza original está em íntima união com tudo o que existe. Somos como uma onda sobre a superfície do mar. Embora tenhamos a ilusão de existir como algo independente, nunca estivemos separados da totalidade da água do mar, da totalidade da vida.
Assim, quando se fala em despertar para a realidade presente, não se trata de uma experiência do ego que alcança algum tipo de êxtase místico ou alguma experiência extraordinária. Na verdade, ao soltarmos a identificação com as ideias, soltamos o apego a essa construção que chamamos de “eu”; soltamos aquilo que nos separa da totalidade.
A realidade última não é aquilo que pensamos sobre ela, mas inclui e transcende nossas ideias e conceitos. Por isso, precisamos rever continuamente nossas motivações para praticar. Às vezes, pensamos que praticamos para eliminar a ignorância, o que nos transformaria em buddhas iluminados. Mas, da perspectiva do mestre Dōgen, ignorância e iluminação são apenas conceitos em nossa mente confusa.
Não é o ego que desperta, mas a realidade última que se manifesta quando já não existe um ego que a separe por meio de ideias de bom e mau, ignorância e iluminação, buddhas e seres comuns. A iluminação, segundo o mestre Dōgen, acontece em meio à ignorância. Constatar nosso engano é despertar para a realidade da não separação entre ilusão e realização.
Dōgen Zenji diz:
“Quando uma pessoa alcança a realização, é como o reflexo da Lua na água. A Lua nunca se molha, a água jamais é perturbada. Embora a Lua seja uma luz vasta e imensa, ela se reflete em uma gota d’água. A Lua inteira e até mesmo todo o céu se refletem em uma gota de orvalho sobre uma folha de grama. A realização não destrói a pessoa, assim como a Lua não perfura a água.”
De acordo com seus ensinamentos, nossa prática consiste em despertar para o fato de que o si mesmo, como realidade fenomênica de diferença e individualidade, que nos permite interagir pontualmente com os fenômenos, e a realidade absoluta da vacuidade, na qual não há separação nem diferenciação, são dois aspectos inseparáveis da realidade última.
Trata-se de transcender a dualidade entre absoluto e relativo. Ir além das divisões, classificações e categorias de nossa mente. Compreender que somos completamente independentes e, ao mesmo tempo, absolutamente interdependentes. Somos a interseção desses dois aspectos inseparáveis da realidade.
No entanto, um dos maiores mal-entendidos a respeito do Zen desde sua chegada ao Ocidente é a tentativa de apresentá-lo como um caminho que se ocupa apenas da vacuidade da realidade. Defende-se que, como tudo é vazio, nada existe realmente e, portanto, nada importa. Daí surge a imagem do praticante Zen como alguém imperturbável, inalterável ou emocionalmente dissociado. Isso, porém, gerou o erro de negar os aspectos transitórios ou as manifestações fenomênicas.
É preciso compreender que vacuidade não significa vazio no sentido de ausência total de fenômenos. Vacuidade, na perspectiva do Budismo, significa que tudo carece de uma identidade fixa e imutável. Tudo existe em decorrência de causas e condições.
Diz-se que o próprio mestre Bodhidharma, que levou o Zen à China, afirmou que aquele que pensa que tudo é vazio, mas ignora a lei de causa e efeito, afunda em um inferno negro e sem fim. Esses supostos mestres às vezes soam como mestres Zen, mas são incapazes de reconhecer seus sentimentos e percepções enganosas. A maioria dos principiantes confunde a mais leve manifestação da verdade com autorrealização.
Assim, o problema de afirmar a vacuidade acima da realidade fenomênica é negar a lei da causalidade, podendo-se cair na amoralidade de pensar que as próprias ações não têm consequências e fugir da responsabilidade pelo que produzimos nos demais seres.
O mestre Dōgen também diz que, para podermos nos entregar à Via, precisamos produzir em nós uma forte aspiração ao despertar, o desejo de sair da letargia de nossa ignorância. Isso se alcança tomando consciência da impermanência.
Não podemos perder de vista que tudo está em constante transformação. Nada permanece igual de um momento para o outro. Nem mesmo nós. Não existe algo a que possamos nos agarrar, nem algo que realmente possamos possuir. Nem sequer a própria vida.
Em algum momento, nossa vida terminará, como tudo aquilo que existe em decorrência de causas e condições. No madeiro que chama para as atividades nos templos e centros Zen, há um poema que diz:
“Vida e morte são o assunto essencial.
O tempo passa rápido como uma flecha.
A vocês que buscam a Via, exorto:
não desperdicem o momento presente.”
Memento mori, diziam na Roma antiga: “Lembre-se de que você vai morrer.”
Não podemos perder de vista que o momento presente é único e irrepetível. Por isso, não devemos desperdiçar nosso tempo com banalidades. Devemos nos ocupar do essencial a cada momento. Despertar e perceber como tratamos os outros, como nos relacionamos com a vida em geral. Deixar para trás nossos rancores e nossos ódios, deixar de competir e de nos comparar com os demais e curar nossas relações.
Não serve para nada carregar sentimentos negativos em relação aos outros, muito menos quando são pessoas próximas. Com muita frequência, ficamos sabendo de pessoas que não se despediram de seus entes queridos porque estavam com raiva, ou que passaram muito tempo sem se falar e, no momento em que a pessoa morreu, vieram os grandes remorsos por não terem curado aquela relação enquanto ela ainda estava viva.
O mestre Dōgen diz:
“Na verdade, quando você vê a impermanência, a mente egocêntrica não surge; tampouco surge o desejo de fama e ganho.”
Por isso, devemos nos ocupar do fundamental, despertar para a realidade presente e deixar de perseguir as expectativas de uma sociedade doente.
Por outro lado, precisamos compreender que o caminho não é para as horas vagas. A Via espiritual deve ser levada a todos os aspectos da vida. Deve haver um compromisso total com a maneira como nos relacionamos com tudo aquilo que encontramos.
Assumir o Zen como direção da vida exige um compromisso total com a própria transformação, uma reestruturação dos valores que impulsionam nossa existência; significa transformar radicalmente nossos padrões reativos em ações conscientes. Caso contrário, a meditação será uma atividade dissociada da vida. Um passatempo.
Dōgen conta que, quando era jovem, seus mestres lhe ensinaram a estudar muito para se tornar um mestre reconhecido e, assim, obter fama e riqueza e, em última instância, tornar-se mestre do imperador ou de outros aristocratas.
Mas, quando praticou com seu mestre Rujing na China, este o aconselhou a se manter afastado dos centros de poder e evitar associar-se a governantes, figuras políticas ou ministros. Em vez disso, disse-lhe, deveria procurar viver nas montanhas íngremes e nos vales escuros, afastado das cidades.
Nossa prática não existe para alcançar fama nem riqueza. Hoje em dia, vemos muita competição nas redes sociais pela fama, inclusive entre líderes espirituais. No entanto, no Zen não existe a figura do guru como objeto de adoração. Ser mestre não é um título de importância pessoal, mas uma função de serviço. O caminho espiritual deve girar em torno da prática e dos ensinamentos, não de um indivíduo. Isso geralmente acaba mal, como já vimos em alguns casos.
O Zen de Dōgen segue na direção oposta aos modelos de culto ao ego, nos quais o importante é superar os outros por caminhos fáceis, sem esforço, e quanto mais rápido, melhor. Não importa o dano que possa ser causado, desde que se obtenha o reconhecimento dos outros.
Isso, porém, é causa de enorme sofrimento, como se evidencia no uso desmedido das redes sociais, onde são criados personagens fictícios que aparentam ser felizes e bem-sucedidos. Na maioria dos casos, por trás desses avatares cibernéticos que buscam apenas aprovação, esconde-se uma profunda tristeza.
O Zen, ao contrário, nos leva a dirigir o olhar para nosso próprio interior e compreender que somos muito mais do que nosso ego. Quando reconhecemos nossa grandeza em conexão com tudo, podemos expressar o melhor de nós mesmos sem depender das opiniões dos outros.
O mestre Dōgen nos ensina que é possível transformar as raízes de nossa insatisfação, encontrar paz e nos realizar nesta mesma vida. Para isso, convida-nos a compreender que cada ação que realizamos tem consequências não apenas sobre nós mesmos, mas sobre o Universo inteiro.
Tudo o que fazemos repercute na rede de origem interdependente. Podemos continuar agindo a partir da mente ignorante, buscando nossa própria satisfação sem nos importar com aquilo que produzimos nos outros, ou podemos agir de maneira desperta, procurando aliviar o sofrimento dos demais seres e assumindo a responsabilidade pelas consequências de nossas ações, decisões e ideias.
Dōgen nos convida a levar os outros em consideração, sendo generosos, cuidando da maneira como os tratamos, realizando ações benéficas e cuidando de nossa linguagem.
Assim, ao reconhecermos os outros como seres únicos e independentes e, ao mesmo tempo, permanecermos conscientes de nossa inevitável interconexão com eles, nós os libertamos do sofrimento produzido por nosso egoísmo e, ao mesmo tempo, libertamos a nós mesmos.
No caminho de atribuir valor à vida – não apenas à vida humana, mas à de todos os seres –, seremos mais cuidadosos com a natureza, com a água e com a vida em geral.
É dessa maneira que nossa compreensão da prática do Zen do mestre Dōgen se manifesta na vida cotidiana, como produto do despertar para uma realidade da qual somos uma pequena parte, mas também a manifestação momentânea da totalidade neste indivíduo causal chamado “eu”.
Para o mestre Dōgen, não existe Via do Buddha ou caminho espiritual separado das ações cotidianas. “A mente comum é Buddha”, diz ele.
Por isso, não se trata de buscar experiências sobrenaturais ou de obter alguma coisa em benefício próprio, mas de realizar cada ação comum – tomar chá, comer arroz, varrer o chão ou lavar a louça – com uma mente desperta e, sobretudo, conscientes do efeito que produzimos com nossa presença no mundo.
Texto de Denshō Quintero Rōshi 伝照. Abade do Templo Daishinji. Escola Soto Zen.
