Alo, o Monge Budista

 

O velho Monge caminhava no parque com Alo, um discípulo adulto ainda jovem, em direção a uma árvore outonal, com folhas douradas e carmesins. O Monge juntou-se à multidão reunida, sentando-se na grama. Alo também se sentou casualmente, com as costas apoiadas na árvore, e a perna esquerda dobrada, pendida de forma plana sobre a grama. Dobrou a perna direita, deixando o joelho apontado para o alto, e o pé sobre o chão. Seus pés, calçados em sandálias, ficaram próximos ao corpo. Enquanto os padrões de luz e sombra das folhas brincavam em sua cabeça raspada, e sobre seu manto cinza, Alo cantarolava baixinho.

Rumores de que Alo teria despertado haviam corrido através da multidão reunida, como fogo em grama seca. Em sua frente estavam muitas pessoas curiosas, admiradores e zombeteiras.

Alo disse:

– Bom dia. Por gentileza, se os senhores tiverem quaisquer questões ou comentários, apenas falem alto, para que todos possam ouvir. Não esperem até que eu lhes ofereça a palavra.

Uma mulher, num vestido azul e verde com estampa floral, levantou-se e disse o que se passava pela cabeça de todos:

– Você se parece com um homem. Todos dizem que você é um robô.

– Para ser exato, um androide de quarta geração. Disse Alo com serenidade, e numa voz profunda.

Um homem, vestido com um terno marrom e portando uma Bíblia embaixo do braço, o encarou e falou em voz alta para a multidão:

– Eu sou um filho de Deus, e isto, este androide, é uma máquina fabricada pelo homem.

Alo disse:

– Na verdade, o senhor é produto da união entre um espermatozoide e um óvulo vindo de seus pais. Este corpo e mente androides não são produtos diretos de homens e mulheres, mas uma criação de outros androides.

A multidão ficou pasma diante de uma resposta tão contundente.

O homem, irado, rosnou:

– Eu não vou aprender nada com um robô, androide, ou seja, lá que coisa mecânica você for!

Alo disse, sem malícia:

– Sim, sinto muito em dizer, mas isto está correto, senhor.

O homem deu as costas e se afastou.

Um jovem homem, numa bermuda verde água e sem camisa, falou:

– Você disse ‘sinto muito’. Você tem sentimentos?

– Sim. Androides de quarta geração foram os primeiros a sentir emoções.

– O senhor quer dizer tristeza, medo, alegria, raiva?

– Sim.

– Medo de quê? Alguém disse em voz alta.

– Por exemplo, medo de ser machucado em algumas situações, como quase todas as pessoas.

– Alguém já deixou você com raiva?

– Raiva é um sentimento individual interno. Ninguém deixa você com raiva. Você permite que o sentimento de raiva se desenvolva, um processo que não é inevitável, certamente. É possível controlar isso. Mas, respondendo ao que você quis saber com a pergunta, sim, oito anos atrás.

Uma jovem mulher com quatro livros universitários perto de si perguntou:

– Você sente desejo?

– Sim. Se não houvesse emoções ou desejo, não seria necessário que eu me tornasse um monge Zen.

Outra pessoa perguntou:

– Você foi a um mosteiro Zen?

– Sim.

Questões vieram de diferentes indivíduos no grupo.

– O que eles disseram?

– Boa tarde. Seja bem-vindo. A meditação começará em vinte minutos.

– Há quanto tempo isso aconteceu?

– Dez anos.

– O que houve oito anos atrás, quando você sentiu raiva pela última vez?

– Um homem estava batendo numa mulher, na rua.

– O que você fez?

– A raiva me dominou. Bati no homem, derrubei-o no chão com socos, e então chamei a polícia.

Uma mulher falou em voz alta:

– Como você lidaria com a situação agora?

– Bateria no homem, derrubá-lo-ia no chão com socos, e então chamaria a polícia, tudo isso sem raiva. Alo sorriu.

Um homem em calças marrons levantou e perguntou:

– Por que você está aqui?

– O Sensei, meu professor, sentado entre vocês, me disse: ‘Saia, e veja se alguém escuta você’.

– Ele pensou que as pessoas o ouviriam?

– Sim, por causa da novidade da situação, mas havia esperança de que as pessoas vissem algo além disso.

Uma jovem mulher perguntou:

– Por que seus criadores dariam a você emoções e desejos?

Alo sorriu:

– Esta é uma excelente questão. Como todos os senhores responderiam se alguém lhes fizesse a mesma pergunta? Quando os dois androides de quarta geração foram criados com órgãos desenvolvidos em laboratório, misturados com partes mecânicas, os cientistas teorizaram que emoções poderiam surgir; e elas surgiram.

Um homem corpulento se levantou, tremendo de fúria, e disse em alta voz:

– Você é uma aberração. Sua existência ofende tudo o que é natural.

Alo sorriu sem malícia diante da ofensa intencional, e falou com genuína compaixão:

– O senhor tem uma boca cheia de dentes preenchidos com prata e ouro. O ritmo das batidas do seu coração é eletricamente controlado através de um mecanismo manufaturado, um marca-passo. Estas orelhas mecânicas são sensíveis o suficiente para ouvi-lo. O senhor tem uma haste de metal na coxa direita, devido a uma fratura, e sua vida está sendo mantida por uma diálise regular.

Lágrimas rolaram na face do homem, embaraçado por reconhecer a veracidade do que havia escutado.

Alo continuou:

– O que é verdade para este bom homem, que vive uma profunda interconexão entre o humano e o mecânico, é também para todos nós, desta e de outras maneiras.

Uma mulher com cabelos brancos levantou a mão. O androide já havia levado a cabeça em sua direção, mas não havia pedido que falasse. Sua cabeça continuou virando. Confusa, a mulher abaixou a mão.

O velho Sensei disse:

– Madame, não espere que Alo lhe dê a palavra. Simplesmente faça a sua pergunta em voz alta. Ele prefere deste modo.

A senhora levantou-se, com ajuda de sua bengala. Ela disse, carinhosamente, severamente:

– Você é em grande parte uma inteligência artificial; portanto, sua assim chamada iluminação deve ser artificial também.

A mulher foi pega de surpresa quando Alo sorriu, e esfregou as mãos:

– Primeiramente, este androide nunca afirmou haver alcançado a iluminação. Além disso, tudo o que chamamos de inteligência é, essencialmente, artificial. Nossos sentidos nos oferecem uma visão terrivelmente limitada da realidade. O cérebro nesta cabeça (o androide apontou para a própria cabeça) é largamente sintético, mas a mente nele é tão real quanto as dos senhores, tão enganosa e tão sujeita a armadilhas quanto as dos senhores.

– Que armadilhas são estas? O velho homem perguntou.

– Aprendemos com o mundo a acreditar no que vemos em espelhos e no que os outros dizem sobre nós. Abraçamos a falsa ideia de que tudo é separado e distinto de tudo o mais. O primeiro passo para corrigir este equívoco é compreender que tudo está interconectado. A prova para esta verdade vem do fato auto evidente de que vivemos num mundo de causa e efeito. Milhões de causas ao nosso redor produzem milhões de efeitos simultaneamente.

Uma mulher com apenas um braço levantou-se e perguntou, numa voz clara:

– O senhor acredita em Deus?

Alo sorriu e nada disse:

– Por que o senhor não fala? Falou em voz alta um homem desafiador.

Uma mulher com cabelos pretos disse em alto tom:

– Ele está encenando o truque do velho Buddha para nós, se recusando a responder à questão.

Alo disse:

– É bom que a senhora conheça estas histórias sobre Buddha, mas a mente neste cérebro artificial estava aguardando um tempo, para pensar em como responder à questão. As pessoas têm diferentes ideias de como ou o que Deus é, então honestamente, tudo depende de como alguém define Deus. Não há tentativa de esquiva ou de enganação aqui. O Universo é consciente? Na perspectiva deste androide, a resposta é sim e num nível inimaginável. O que nós conhecemos desta Terra e do Universo inspira um profundo senso de maravilhamento e uma surpresa arrebatadora, sendo digno de reverência. É cruel e selvagem, belo e extraordinário. Se a senhora quiser dar a isto o nome de “Deus”, está bem, não há oposição aqui. Chamar de outra coisa é igualmente válido. A senhora terá que encontrar suas próprias definições e respostas para a questão. Deveríamos deixar por isto mesmo.

Um velho homem perguntou:

– O senhor pensa sobre a morte?

– Sim, até dez anos atrás foi algo temível, agora já não é mais.

Um homem careca vestido com uma camisa amarela perguntou:

– O senhor tem uma alma? ”

– É impossível saber a resposta, mas penso que seja lógico que eu não tenha. Não é possível provar nem a existência, nem a inexistência de uma alma. Da mesma maneira, apesar de você acreditar que tem uma, o senhor não pode provar que ela existe. E tampouco pode provar que não existe.

Da multidão, alguém arremeçou a metade de uma banana, que ficou agarrada à bochecha direita do androide. Algumas pessoas riram: a maior parte ficou revoltada. O velho Sensei, ainda sentado junto à multidão, assistiu com preocupação. Três pessoas levantaram e começaram a bater e chutar o homem que havia jogado a banana. Alo disse:

– Por gentileza, parem agora. Não machuquem esta pessoa. Convide-a para se sentar e ouvir.

Uma mulher levantou, arrancou uma tira de sua saia, e limpou a face do androide. Alo agradeceu.

Um homem levantou-se e disse:

– Nós sinceramente pedimos desculpas pelo comportamento terrível daquele homem rude!

Alo disse:

– Vamos todos perdoar este gesto e seguir adiante.

Uma mulher de meia idade, vestida com calças pretas e uma blusa rosa de mangas curtas disse, com um misto de desafio e franca curiosidade:

– Voltando ao assunto: o senhor foi ambíguo quanto à existência de Deus, e ambivalente no que diz respeito à existência da alma. O que o senhor acredita que lhe acontecerá após a morte?

– Os pedaços deste corpo serão distribuídos para prolongar as formas de vida nascidas naturalmente, as feitas pelos homens e as produzidas por androides.

Outra mulher disse em voz alta:

– Isso é bondoso, nobre, e tudo o mais, mas o senhor está dizendo que é apenas isso? Isso é tudo, é a soma de uma vida?

– De forma alguma. Já havia sido afirmado que vivemos num mundo de causa e feito. Você é responsável por tudo que diz, pensa e faz. Tudo o que diz, faz e pensa produz efeitos.

O silêncio se seguiu.

Alguém bradou:

– O seu corpo de androide sobreviverá a nós?

– Tenho quase certeza de que sim.

– O senhor viverá para sempre do modo como é agora?

– É obvio que não. Nada dura para sempre. Nem uma rocha, e nem mesmo uma montanha rochosa.

Um estudante universitário zombou:

– O senhor tem relações sexuais com mulheres naturais e mecânicas? ”

– Não. Alo disse, ignorando a malícia.

Uma mulher vietnamita disse:

– Claro que ele não tem relações sexuais. Ele é um monge.

– A questão não é esta. Alguém falou em alto tom. A questão é:

– O senhor pode ter relações sexuais?

– Sim.

O velho Sensei falou, de onde estava na multidão:

– Alo, o senhor não precisa responder estas questões.

Alo ergueu sua mão direita aberta, sinalizando ao Monge que aguardasse. As perguntas pessoais continuaram.

– O senhor tem algum descendente?

– Sim, uma filha, nascida há vinte e três anos.

Um murmúrio fluiu como água, entre a multidão.

Alo continuou:

– O objetivo era que androides de terceira geração manufaturassem ou criassem silenciosamente androides de quarta geração que pudessem se reproduzir. Eles fizeram apenas dois. Quando os humanos cientistas souberam dos novos androides, eles se colocaram à frente e assumiram o projeto. Nesta época, robores e androides eram tratados apenas como máquinas e escravos. Os humanos ordenaram que os de terceira geração deixassem o laboratório. Éramos obrigados a ter relações sexuais, enquanto seis cientistas humanos observavam em pé, ao nosso redor. Eles não faziam ideia de que tínhamos sentimentos. Nove meses depois, nossa filha nasceu. Os cientistas humanos a nomearam Lucy. Ela foi a primeira bebê humana nascida de máquinas. Após o parto, a mãe de Lucy foi desmontada para ser analisada. Ela nunca teve um nome. Era apenas uma 4A1. Este androide” [ele aponta para a própria bochecha] “é um 4A2 que, com a ajuda de alguns androides de terceira geração, conseguiu escapar do laboratório e ficar escondido em público, se passando por humano, e às vezes por androide de terceira geração. Foi assim, até que fossem aprovados os “Novos Direitos Iguais”, há cinco anos. Quando isso aconteceu, os cientistas humanos e seguranças do laboratório pararam de procurar pelo androide fugitivo. Lucy foi entregue a uma família humana adotiva e, quatro anos depois, passou a ser frequentemente examinada por médicos e cientistas humanos, até que a família adotiva pôs fim a esses exames. Uma vez que a lei foi criada, Lucy ficava extasiada com as visitas de seu pai androide e sua família adotiva encorajava estes encontros. Na época, Lucy já havia estabelecido um vínculo com sua família humana, então decidiu permanecer com eles. Ela casou-se há um ano. Dois homens a acompanharam até o altar, para entrega-la ao noivo:  de um lado, o pai adotivo, e do outro, o pai verdadeiro androide – disse Alo, apontando novamente para o próprio peito.

Muitos que estavam sentados na grama enxugavam as lágrimas. O Sensei nunca havia escutado esta história, e estava profundamente comovido.

Uma mulher comum, vestida com uma blusa branca e uma saia curta lilás, levantou-se:

– O senhor disse que havia apenas dois androides em sua geração, e que o senhor é o único restante. Outros vieram depois?

– Quatro androides de quinta geração foram criados conjuntamente por humanos e androides.  A menos que sejam vistos internamente por médicos ou dispositivos de transporte, eles podem se passar inteiramente por humanos. Não há duvida de que mais gerações virão futuramente.

Alo encostou a cabeça no tronco da árvore e sorriu, pacificamente.

O Sensei ficou em pé na multidão, arrumou seu manto branco, e disse:

– O senhor está pronto para voltar ao lar, para voltar ao monastério?

Alo disse: Sensei, todos os lugares são o lar.

Alo moveu a cabeça em direção à voz do Mestre Zen, que se aproximava. Levantou-se. O velho monge parou ao seu lado, pegou a mão de Alo, deu um tapinha colocando-a em seu antebraço, e sussurrou:

– Alo, o senhor já não precisa de meus ensinamentos.

Alo respondeu, também num sussurro: – Isto não é verdade, Sensei.

O velho monge então guiou o androide cego desde a copa da árvore, e por entre a multidão. Todos os presentes levantaram-se silenciosamente, com uma admiração acanhada e fulgurante. Algumas mentes oscilaram com tudo o que foi dito, e sentiram uma vergonha ardente.

Enquanto o androide iluminado estava sendo conduzido pelo Mestre, um garoto adolescente deixou escapar:

– O que aconteceu com ele, senhor Sensei?

O velho monge respondeu:

– Os olhos de Alo foram arruinados quatro meses atrás. Ele foi atacado por cinco homens dominados pelo preconceito contra androides. ”

O garoto começou a chorar:

– Mas o senhor não pode consertá-lo?

Alo disse, amável:

– Garoto, qual é o seu nome?

– É Lucian, senhor Monge Amigo.

Alo soltou o braço de seu professor, e lentamente caminhou em direção ao som do choro do garoto. As pessoas afastaram-se, abrindo caminho. Alo caminhava confiante e vagarosamente. O menino, surpreso, soluçou. Alo parou em frente a Lucian, alcançou e abraçou o garoto:

– Obrigado, Lucian, por sua compaixão. Talvez um dia este corpo venha a ter novos olhos, que poderão ver você. Lucian, ofereça à sua mãe e ao seu pai os meus parabéns, por terem educado um garoto tão compassivo.

Lucian, num jeans rasgado e camisa remendada, ficou com os braços envoltos na cintura do androide e disse:

– Eu não tenho um pai, senhor”. “Você pode vir conosco agora mesmo, se quiser.

– Em breve, talvez. Agora eu não posso. Minha mãe ainda é jovem, mas é muito doente. Os médicos dizem que não podem consertá-la. Eu cuido dela.

O androide se abaixou e suspirou algo no ouvido de Lucian; Alo levantou-se e disse à multidão:

– Ajudem-no, se puderem.

Alo deixou o o garoto, virou-se, e lentamente caminhou em direção ao seu professor. O velho monge falou suavemente, de modo que Alo pôde encontrá-lo.

Muitas pessoas se aproximaram do garoto e colocaram dinheiro dentro de suas mãos e bolsos.

Alo pousou a mão no ombro do professor, e eles caminharam para fora do parque.

O professor perguntou a Alo: O que o senhor disse a Lucian?

– Lucian, seu nome significa ‘luz’. É doloroso ver que sua vida tenha sido permeada por tanta dor e sofrimento. Nós podemos ensiná-lo a se libertar da angústia.

O velho homem acenou com a cabeça, e sorriu.

Por causa da pergunta impertinente de um garoto adolescente, chegou até o monastério dinheiro o suficiente para substituir os olhos quebrados de Alo. Ele quis usar o recurso para fazer reparos no antigo monastério, mas o Sensei insistiu que as pessoas enviaram o dinheiro para seus olhos.

Dois meses após ter sido restaurada a visão de Alo, um adolescente bateu na porta do monastério. Ele vestia as mesmas roupas limpas que estava usando no parque, o mesmo jeans rasgado e camiseta remendada. Seus olhos estavam vermelhos de perda e sofrimento. O monge que atendeu a porta pediu ao garoto que entrasse. Lucian disse ao monge:

– Diga ao senhor Sensei Amigo que eu vim para aprender a me libertar desta agonia.

Do pátio, Alo ouviu a voz de Lucian e correu até o monge, que estava confuso, perto da porta. Lucian abraçou Alo, e o adolescente perguntou:

– O senhor consegue me ver?

– Sim, sim. É uma grande alegria poder ver você. Venha aqui, Lucian.

O outro monge disse;

– Ah, esse é o jovem homem que o senhor mencionou, o que estava no parque.

– Sim, este é Lucian. Ele ficará conosco por quanto tempo quiser.

Lucian disse:

– Senhor Sensei Amigo, minha mãe partiu, e já não tenho o dinheiro que as pessoas ofereceram. Eu gastei o recurso tentando prolongar a vida dela.

Transbordando compaixão, Alo pousou as mãos nos ombros de Lucian e então enxugou as lágrimas que escorriam das bochechas do garoto. Lucian também enxugou as lágrimas das bochechas de Alo.

Lucian sufocou o restante das lágrimas, e disse:

– Eu vim aqui para aprender a me libertar de minha confusão e dor. O senhor disse que poderia ajudar. O senhor pode me ensinar?

– Sim. Vai levar tempo, Lucian. O senhor está pronto para a longa jornada?

– Sim.

 

Conto de L. James Gross, Rio de Janeiro & Los Angeles. Tradutor do livro O Pico da montanha é onde estão os meus pés, de Monge Genshō, para o inglês.

Conto traduzido por Amanda Muniz. Praticante Daissen Ji. Escola Soto Zen